Sunday, July 20, 2008

Optimus Alive! 08 - 1º dia (10/07/08)

19h40-> Foi a esta hora que sai do técnico para poder ver The National no Alive. Isto apesar de ainda ter mais 30 minutos para dedicar ao teste que tinha acabado de fazer. Até o professor ficou a olhar para mim com uma cara de espanto ao dar-lhe o teste antes das outras pessoas todas e sair da sala praticamente a correr. Sim, porque o mais importanto naquela tarde não era subir o meu 17 a AMC (vá, era só uma melhoria:P) mas sim conseguir ver ao vivo aquela que se está a tornar numa das minhas bandas favoritas e sinceramente a maior razão porque quis is ao Alive este ano (e não, não consegui arranjar bilhete para o concerto na Aula Magna, para meu grande desgosto). Como tal, lá saí eu mais cedo do teste, deixei os livros na sala de estudo e fui em passo rápido para o metro. Alameda->Cais do Sodré. Cheguei lá eram 20h e fiquei contente por ver que havia comboios a parar em Algés a partir às 20h15 e 20h17. "Tenho mais do que tempo para comprar o bilhete e meter-me no comboio, vai ser na boa.", pensei eu. Pois, não foi. Diz que estava uma fila enorme para a máquina de venda dos bilhetes. Mas tudo bem, eu meti-me na fila e esperei. Esperei cerca de 10 min até estar quase na minha vez e já estar a pensar que de certeza que conseguia apanhar pelo menos o das 20h17 quando as 2 máquinas da fila em que estava se estragam. Então lá fui eu para outra fila enorme onde tive que esperar mais uma data de tempo e o comboio das 20h17 acabou por partir 2 pessoas antes de chegar a minha vez... Apanhei o das 20h30, a odiar seriamente as máquinas de compra dos bilhetes, e com o tempo de chegar a Algés mais até ao Alive e trocar o bilhete de 3 dias por uma pulseira só estava a ver os The National por volta das 20h50, tendo portanto perdido cerca de metade do concerto. Mas nada disso importou quando finalmente tinha cheguado lá. Fiquei tão contente e aliviada! Afinal, consegui ainda ver cerca de meia hora de um concerto que adorei, mesmo que a maioria das pessoas à minha volta estivesse aparentemente completamente a cagar-se para o evento fantástico que se passava no palco.
. The National:
Aqui está uma foto do concerto mais um muito pequeno vídeo do princípio da "Fake Empire". Pode parecer pouco, mas já dá para ouvir um bocadinho da maravilhosa voz do Matt Berninger=).
Depois de acabar The National ainda fiquei pelo palco principal, até porque já estava num lugar decente e pensei em ficar para ver Gogol Bordello, banda com a qual simpatizo. Big mistake! Ainda nem o concerto tinha começado e já estava tudo super apertado (em grande contraste com o concerto anterior) e até tinha um grupinho de gajos à minha frente que não parava de cantar a "Start Wearing Purple". Mal começou a música, também começou tudo a empurrar e apercebi-me que o som tava uma verdadeira merda lá à frente, não se percebendo nada, e eu só ouvia uma espécie de barulho indefenido. Acho que nem a uma música inteira assisti antes de começar a sair de lá. Não tenho problemas em lidar com falta de espaço e coisas assim quando são bandas de que gosto, mas por esta não valia pena. Como tal, acabei por assistir a practicamente nada do concerto dos Gogol e nem cheguei a tirar fotos.
. Peaches:
Depois de me afastar da confusão, decidi ir dar uma volta pelo recinto e ver o que se passava. No palco secundário, ainda vi um bocado do dj set da Peaches (foto em baixo), que estava bastante animado.
Foi então que me lembrei de ir ver se havia alguma coisa de jeito à venda na banca das t-shirts, sendo que estava especialmente interessada numa da banda que tanto esforço tinha feito para ver. Quando lá cheguei olhei em volta e não vi nenhuma t-shirt deles mas aproximei-me do balcão para perguntar se não existia mesmo merchandising deles. Um empregado disse-me que não havia mesmo nada e mais tarde apercebi-me que a pessoa que tinha estado a minha frente tinha acabado de comprar a última t-shirt. Mesmo assim, não desisti. Enquanto tinha estado à espera de ser atendida, tinha ouvido um casal a comentar que também queria t-shirts deles e depois vi-os, todos contentes, ao pé da banca das t-shirts a falar com um gajo com um pass para o backstage. Aproximei-me e perguntei ao rapaz se o homem lhes ia arranjar t-shirts e ele respondeu que sim! Falei mais um bocado com eles e afinal ainda havia uma caixa cheia de t-shirts mas eles simplesmente queriam ir-se embora e portanto não estavam a vender mais oficialmente. Contudo, o simpático senhor disse que nos vendia (a mim e à rapariga do casal) as t-shirts, cada uma 20€. Olhei para a minha carteira e vi que só tinha 15€, estando a rapariga numa situação semelhante. Como tal, dissemos ao homem que tínhamos que levantar dinheiro e ele respondeu que era na boa e esperava por nós. Lá fomos então os 3 (eu e o casal) para o multibanco onde encontrámos uma enorme fila! Um aparte: um dia ainda me hão de explicar porque raio é que só havia 2 caixas multibanco em todo o recinto do festival! Como seria de esperar, quando finalmente voltámos à banca das t-shirts, uns 20 min depois de termos saído de lá, já nem sinal do homem ou das prometidas t-shirts. Ainda perguntei a um empregado mas o homem, que pelos vistos era mesmo o manager dos The National, tinha definitivamente desaparecido, levando consigo as minhas esperanças duma recordação da banda...
. The Hives:
Após este episódio, lá me dirigi de novo em direcção ao palco principal para ver The Hives, banda que já tinha visto num SBSR de há uns anos e acho bastante piada. O concerto foi em tudo semelhante ao outro em termos da apresentação da banda em palco, estando à mesma vestidos com fatinhos bonitos e com a mesma atitude pseudo-egocêntrica do vocalista. Eu percebo que seja tipo a cena deles e até tem piada das primeiras vezes mas à vigésima-quinta vez que ouvi o Pelle Almqvist a dizer para o público gritar e pôr as mãos no ar, começou a tornar-se um bocado cansativo. Isto não quer dizer que não tenha gostado do concerto, porque definitivamente foi uma forma interessante de entertenimento (foto em baixo).Assisti a um bocado do concerto mas depois decidi ir ver Hercules And Love Affair no palco secundário porque já tinha lido coisas boas em relação a eles apesar de não conhecer. Posso dizer que depois de 5 minutos a assistir, também não quero conhecer mais! Não gostei mesmo nada daquilo que ouvi, simplesmente não é o meu género. Depressa voltei para as imediações do palco principal, onde o concerto dos Hives já tinha acabado.
. Rage Agaisnt The Machine:
Após a saída dos suecos do palco, começou a preparação para ver uma banda que não pensava que fosse alguma vez ver-> os RATM. Dava para perceber, olhando à volta que era definitivamente a banda mais esperada do dia pela maioria do público. Por esta altura, o cansaço derivado do facto de estar ainda em época de exames já se fazia sentir com força e o atraso da banda não ajudou. Estava metida lá para o meio da confusão mas depois de 15 min de atraso, desisti e fui mais para trás onde tinha pelo menos espaço para esperar sentada. Até que, finalmente, começou. Senti-me novamente com energia e comecei a apreciar a revolução que estava a tomar conta do festival. Foi um concerto pequeno, sem dúvida, com 1h30min mas nada falhou. Parecei que a banda nunca tinha deixado de existir, tocando perfeitamete as músicas mais conhecidas e também outras menos divulgadas. Ainda vi por lá o Ribas, vocalista dos Tara Perdida, a curtir o concerto, assim como o bacano dos Buraka Som Sistema que tem rastas (não, não sei o nome). Assim foi o último concerto de um dia cheio de pontos altos e baixos mas sempre interessante e que definitivamente valeu a pena toda a correria e todo o stress. Brevemente irei publicar a minha apreciação dos outros 2 dias do festival.

1 comment:

André Forte said...

rage foi quase o concerto da minha vida. quase :P