Thursday, July 24, 2008

Lou Reed @ CP (19/07/08)

Após um fim de semana em grande no Alive, eis que apenas uma semana depois do seu fim vem outro grande senhor da música a Portugal: Lou Reed. Aliás, vieram 2 (Leonard Cohen) mas como tinha bilhete à pala para o primeiro mas não para o segundo, foi pelo primeiro que me fiquei. E posso dizer sem problemas que não fiquei nada mal servida!A primeira parte do concerto demorou mais ou menos uma hora e foi a reprodução do álbum Berlin, com direito a um coro de criancinhas e tudo! Após esta actuação, o objectivo da tour, Lou Reed e a banda voltaram a sair para tocar mais umas músicas de outros álbuns.Foi um concerto muito bem conseguido, como se pode observar no pequeno vídeo abaixo.

Bem, após este post tenho finalmente a coisa em dia e em princípio não deve haver mais nada a dizer pelo menos até ao fim do verão...
Boas férias e bons concertos,
Ana

Optimus Alive! 08 - 3º dia (12/07/08)

Finalmente, chegamos ao 3º e último dia do Alive. Não que quisesse que o Alive acabasse, o que não queria até porque foi um fim de semana tipo mini-férias no meio dos exames, mas esta coisa toda está a dar mais trabalho a escrever do que antecipava:P Portanto, vamos lá então começar. Desta vez, cheguei ao recinto um bocado mais cedo, por volta das 17h e deparei-me logo com o fim do set da banda que estava a tocar à entrada do festival. Já não me lembro do nome deles, mas era uma banda que tocava em cima duma coisa tipo arco que havia ao pé da entrada. Tocavam sempre covers, muito bem escolhidas e sucedidas já agora, várias vezes durante o dia ao longo dos 3 dias.
. Xavier Rudd:
A primeira actuação que vi nesse dia foi Xavier Rudd, que consiste numa espécie de mistura de folk e reggae e outras coisas do género. Ainda assisti à grande maioria do concerto, que estava cheio de boa onda e gente a dançar. Foi um bocado bem passado, portanto, um fim de tarde bastante agradável. A única foto que tirei deste concerto enconta-se em baixo e nem se percebe nada do que se passa no palco principal porque estava muito lá atrás, mas paciência.
Quando o concerto acabou, deu-se mais umas voltas e jantou-se e até houve tempo para ir ver mais um bocado da banda que tocava na entrada, a dar-lhe com músicas como "Anarchy In The U.K." dos Sex Pistols.
. Neil Young:
Foi então que se começou a aproximar a hora da lenda viva daquele dia. Fui para ao pé do palco principal, onde já se encontrava muita gente à espera do mesmo que eu. Ainda vi para aí uma música mais lá para trás, ao pé de pessoal conhecido, mas não resisti muito tempo antes de sentir a obrigação de ir ver o concerto lá para a frente, como deve ser visto. Este foi para mim definitivamente um ponto alto do festival e acho que vou guardar para sempre memórias deste acontecimento muito especial. Simplesmente, adorei, mesmo não conhecendo assim tão bem o trabalho deste grande artista.Aqui está um vídeo de um dos pontos altos do concerto, "Rockin' In The Free World".

Não sei que mais dizer, excepto talvez que pelo menos para mim ultrapassou bastante o concerto de Bob Dylan...
Mais uma vez, neste dia tocaram artistas no palco secundário que eu gostava de ter visto mas foi impossível por ter outras prioridades. Já tinha visto The Gossip num SBSR e gostei mas nunca ia deixar de ver Neil Young por eles. Quando este acabou ainda fui ao palco secundário para ver se ainda apanhava o fim do concerto mas já não cheguei a tempo.
. Ben Harper & The Innocent Criminals:
Descansei um bocado e acabei por encontrar mais pessoal conhecido, com quem fiquei à conversa até começar Ben Harper e decidirmos ir vê-lo. Por esta altura, já estava mesmo muito frio no recinto portanto estava bastante desconfortável e nem o Ben ajudou a mudar isso. Esta foi a terceiraa vez que o vi ao vivo e definitivamente aquela de que gostei menos. Verdade seja dita, já não ouço tanto a sua música como na altura em que fui aos outros dois concertos e nem sequer ouvi o último cd, mas mesmo assim conhecia a maioria das músicas que ouvi e não gostei do alinhamento. Não vi o concerto todo porque às 2 fui para o palco secundário para ver MSTRKRFT mas aquilo que vi era tudo demasiado calmo. Era o último concerto do festival e seria de esperar que este fosse fechado com a animação que merecia, que era bem mais do que aquilo que vi.
. MSTRKRFT:
Em parte para evitar o frio que se instalara lá fora e também porque Ben Harper não estava propriamente a ser algo imperdível, fui para o palco secundário, onde consegui finalmente voltar a aquecer. O tipo de música que lá ouvi não é propriamente o meu género mas sempre deu para dançar um bocado e aproveitar os últimos momentos dum grande festival, antes de ter que me ir embora para chegar a tempo de apanhar o último comboio de volta à cidade.Afinal, aquele fim de semana pode ter sido como viver num mundinho à parte mas no dia a seguir ia ter que voltar à realidade que ainda tinha exames aos quais precisava de passar...

Wednesday, July 23, 2008

Optimus Alive! 08 - 2º dia (11/07/08)

Ora muito bem, vamos lá então ao segundo dia do Alive. Nem este nem o terceiro foram tão "cheios" como o primeiro mas mesmo assim foram dias bastante interessantes. Sinceramente, chateou-me um bocado o alinhamento destes dois últimos dias, especialmente no palco secundário. É que se as bandas do palco secundário no primeiro dia, especialmente MGMT e Vampire Weekend, tivessem actuado antes no segundo ou terceiro dia eu tinha ficado bem mais contente, mas claro que tinham que encher o primeiro dia até acima para fazer frente ao SBSR, algo que pelos vistos funcionou mesmo... Mas pronto, não se pode ter tudo o que se quer e como tal acabei por nos 2 primeiros dias não ver mais do que excertos de concertos nesse palco, não que o terceiro dia tenha sido muito diferente. Aliás, neste segundo dia não me interessava mesmo nada do que se passava por lá, já que houve um showcase duma editora de música electrónica, algo que não faz o meu género.
. The John Butler Trio:
Cheguei ao recinto por volta das 18h e andei por lá às voltas até encontrar pessoal conhecido e passado um bocado anunciarem a falta dos Nouvelle Vague devido a problemas com o voo para Lisboa. Como tal, o John Butler começou uma hora mais cedo e após andar por lá a passear mais um bocado fui então vê-lo. Acabei por assistir à maioria do concerto, até porque queria ir andando para a frente para ter um lugar de jeito para a coisa mais interessante que se ia passar naquele palco naquele dia (acho que é um bocado óbvio, mas estou a falar de Bob Dylan). O concerto do John Butler foi engraçado, até para mim que não conhecia nada dele. Foi uma actuação marcada pela boa disposição, da banda e do público, havendo mesmo muita gente claramente interessada nesta (foto em baixo). . Bob Dylan:
Seguidamente, veio um senhor que não esperava mesmo nada alguma vez ter oportunidade de ver ao vivo (algo que se aplica a qualquer um dos 3 cabeças de cartaz deste festival). Foi um concerto memorável, mesmo que dificilmente tenha percebido alguma coisa do que Bob Dylan dizia devido à sua tendência para arrastar as palavras que nem blocos de xumbo. Mas não faz mal, porque só estar na presença da pessoa já chegou. O momento alto do concerto e a única música que sequer reconheci mesmo foi claramente a "Like A Rolling Stone". Aí sim, toda a gente cantou!
Já agora, neste concerto passou-se uma coisa extremamente bizarra à minha volta, que explico a seguir. Tinha duas inglesas à minha frente que nem tinham grande vontade de estar lá mas um português simpaticamente as convenceu a ficar. Depois, uma começou a dançar toda agarrada a um gajo qualquer que por acaso tinha ido parar ao lado dela. É então que a amiga, para não ficar para trás, depressa chamou para ao pé dela um neozelandês que andava por lá e passado 5 minutos já estava ao colo dele a trocar saliva. Não que tenha alguma coisa contra estes actos ou seja alguma santinha mas escusavam de estar lá à frente a ocupar espaço e ignorar completamente o que se passava no palco... Não sei o que se passou a seguir com o grupinho porque à primeira oportunidade passei-lhe à frente, visto não ser aquele espectáculo que me interessava. Depois do concerto desta grande mente musical, veio outra escolha de cartaz que escapa completamente à minha compreensão: Within Temptation. Dava para perceber quem estava lá para os ver, vestidos e pintados a rigor mas eu definitivamente não estava lá para esta banda e embora tivesse alguma curiosidade para ver Buraka Som Sistema (que já tinha visto num arraial do técnico), acabei por me ir embora pouco depois do concerto dos Within começarem a tocar. No dia a seguir ouvi dizer que Buraka tinha sido mesmo alta festa e fiquei com alguma pena de não os ter visto, mas também sobrevivo:P

Sunday, July 20, 2008

Optimus Alive! 08 - 1º dia (10/07/08)

19h40-> Foi a esta hora que sai do técnico para poder ver The National no Alive. Isto apesar de ainda ter mais 30 minutos para dedicar ao teste que tinha acabado de fazer. Até o professor ficou a olhar para mim com uma cara de espanto ao dar-lhe o teste antes das outras pessoas todas e sair da sala praticamente a correr. Sim, porque o mais importanto naquela tarde não era subir o meu 17 a AMC (vá, era só uma melhoria:P) mas sim conseguir ver ao vivo aquela que se está a tornar numa das minhas bandas favoritas e sinceramente a maior razão porque quis is ao Alive este ano (e não, não consegui arranjar bilhete para o concerto na Aula Magna, para meu grande desgosto). Como tal, lá saí eu mais cedo do teste, deixei os livros na sala de estudo e fui em passo rápido para o metro. Alameda->Cais do Sodré. Cheguei lá eram 20h e fiquei contente por ver que havia comboios a parar em Algés a partir às 20h15 e 20h17. "Tenho mais do que tempo para comprar o bilhete e meter-me no comboio, vai ser na boa.", pensei eu. Pois, não foi. Diz que estava uma fila enorme para a máquina de venda dos bilhetes. Mas tudo bem, eu meti-me na fila e esperei. Esperei cerca de 10 min até estar quase na minha vez e já estar a pensar que de certeza que conseguia apanhar pelo menos o das 20h17 quando as 2 máquinas da fila em que estava se estragam. Então lá fui eu para outra fila enorme onde tive que esperar mais uma data de tempo e o comboio das 20h17 acabou por partir 2 pessoas antes de chegar a minha vez... Apanhei o das 20h30, a odiar seriamente as máquinas de compra dos bilhetes, e com o tempo de chegar a Algés mais até ao Alive e trocar o bilhete de 3 dias por uma pulseira só estava a ver os The National por volta das 20h50, tendo portanto perdido cerca de metade do concerto. Mas nada disso importou quando finalmente tinha cheguado lá. Fiquei tão contente e aliviada! Afinal, consegui ainda ver cerca de meia hora de um concerto que adorei, mesmo que a maioria das pessoas à minha volta estivesse aparentemente completamente a cagar-se para o evento fantástico que se passava no palco.
. The National:
Aqui está uma foto do concerto mais um muito pequeno vídeo do princípio da "Fake Empire". Pode parecer pouco, mas já dá para ouvir um bocadinho da maravilhosa voz do Matt Berninger=).
Depois de acabar The National ainda fiquei pelo palco principal, até porque já estava num lugar decente e pensei em ficar para ver Gogol Bordello, banda com a qual simpatizo. Big mistake! Ainda nem o concerto tinha começado e já estava tudo super apertado (em grande contraste com o concerto anterior) e até tinha um grupinho de gajos à minha frente que não parava de cantar a "Start Wearing Purple". Mal começou a música, também começou tudo a empurrar e apercebi-me que o som tava uma verdadeira merda lá à frente, não se percebendo nada, e eu só ouvia uma espécie de barulho indefenido. Acho que nem a uma música inteira assisti antes de começar a sair de lá. Não tenho problemas em lidar com falta de espaço e coisas assim quando são bandas de que gosto, mas por esta não valia pena. Como tal, acabei por assistir a practicamente nada do concerto dos Gogol e nem cheguei a tirar fotos.
. Peaches:
Depois de me afastar da confusão, decidi ir dar uma volta pelo recinto e ver o que se passava. No palco secundário, ainda vi um bocado do dj set da Peaches (foto em baixo), que estava bastante animado.
Foi então que me lembrei de ir ver se havia alguma coisa de jeito à venda na banca das t-shirts, sendo que estava especialmente interessada numa da banda que tanto esforço tinha feito para ver. Quando lá cheguei olhei em volta e não vi nenhuma t-shirt deles mas aproximei-me do balcão para perguntar se não existia mesmo merchandising deles. Um empregado disse-me que não havia mesmo nada e mais tarde apercebi-me que a pessoa que tinha estado a minha frente tinha acabado de comprar a última t-shirt. Mesmo assim, não desisti. Enquanto tinha estado à espera de ser atendida, tinha ouvido um casal a comentar que também queria t-shirts deles e depois vi-os, todos contentes, ao pé da banca das t-shirts a falar com um gajo com um pass para o backstage. Aproximei-me e perguntei ao rapaz se o homem lhes ia arranjar t-shirts e ele respondeu que sim! Falei mais um bocado com eles e afinal ainda havia uma caixa cheia de t-shirts mas eles simplesmente queriam ir-se embora e portanto não estavam a vender mais oficialmente. Contudo, o simpático senhor disse que nos vendia (a mim e à rapariga do casal) as t-shirts, cada uma 20€. Olhei para a minha carteira e vi que só tinha 15€, estando a rapariga numa situação semelhante. Como tal, dissemos ao homem que tínhamos que levantar dinheiro e ele respondeu que era na boa e esperava por nós. Lá fomos então os 3 (eu e o casal) para o multibanco onde encontrámos uma enorme fila! Um aparte: um dia ainda me hão de explicar porque raio é que só havia 2 caixas multibanco em todo o recinto do festival! Como seria de esperar, quando finalmente voltámos à banca das t-shirts, uns 20 min depois de termos saído de lá, já nem sinal do homem ou das prometidas t-shirts. Ainda perguntei a um empregado mas o homem, que pelos vistos era mesmo o manager dos The National, tinha definitivamente desaparecido, levando consigo as minhas esperanças duma recordação da banda...
. The Hives:
Após este episódio, lá me dirigi de novo em direcção ao palco principal para ver The Hives, banda que já tinha visto num SBSR de há uns anos e acho bastante piada. O concerto foi em tudo semelhante ao outro em termos da apresentação da banda em palco, estando à mesma vestidos com fatinhos bonitos e com a mesma atitude pseudo-egocêntrica do vocalista. Eu percebo que seja tipo a cena deles e até tem piada das primeiras vezes mas à vigésima-quinta vez que ouvi o Pelle Almqvist a dizer para o público gritar e pôr as mãos no ar, começou a tornar-se um bocado cansativo. Isto não quer dizer que não tenha gostado do concerto, porque definitivamente foi uma forma interessante de entertenimento (foto em baixo).Assisti a um bocado do concerto mas depois decidi ir ver Hercules And Love Affair no palco secundário porque já tinha lido coisas boas em relação a eles apesar de não conhecer. Posso dizer que depois de 5 minutos a assistir, também não quero conhecer mais! Não gostei mesmo nada daquilo que ouvi, simplesmente não é o meu género. Depressa voltei para as imediações do palco principal, onde o concerto dos Hives já tinha acabado.
. Rage Agaisnt The Machine:
Após a saída dos suecos do palco, começou a preparação para ver uma banda que não pensava que fosse alguma vez ver-> os RATM. Dava para perceber, olhando à volta que era definitivamente a banda mais esperada do dia pela maioria do público. Por esta altura, o cansaço derivado do facto de estar ainda em época de exames já se fazia sentir com força e o atraso da banda não ajudou. Estava metida lá para o meio da confusão mas depois de 15 min de atraso, desisti e fui mais para trás onde tinha pelo menos espaço para esperar sentada. Até que, finalmente, começou. Senti-me novamente com energia e comecei a apreciar a revolução que estava a tomar conta do festival. Foi um concerto pequeno, sem dúvida, com 1h30min mas nada falhou. Parecei que a banda nunca tinha deixado de existir, tocando perfeitamete as músicas mais conhecidas e também outras menos divulgadas. Ainda vi por lá o Ribas, vocalista dos Tara Perdida, a curtir o concerto, assim como o bacano dos Buraka Som Sistema que tem rastas (não, não sei o nome). Assim foi o último concerto de um dia cheio de pontos altos e baixos mas sempre interessante e que definitivamente valeu a pena toda a correria e todo o stress. Brevemente irei publicar a minha apreciação dos outros 2 dias do festival.

Rock In Rio Lisboa 08 (05/06/08)

Eu sei, eu sei, que post vem bastante atrasado mas pronto, vamos mas é ao que interessa. Para começar, fica já registado que só vi mesmo Metallica. Quando cheguei já tinham começado os Machine Head mas sinceramente akilo já é barulho e porrada a mais até para mim. Ainda andei um bocado em direcção ao palco mas depressa me apercebi que mais perto e corria sérios riscos de ficar surda:P Portanto, fui dar uma volta. Andei dum lado para o outro e vi tudo o que havia por lá. Desde a enorme quantidade de metaleiros à mini-pista de neve. Esta encontrava-se fechada ao público quando lá cheguei mas ofereceu uma demonstração de vários pros de snowboard tugas (Diogo Patrocínio foi um que reconheci) e até um estrangeiro (não faço a mínima de quem era mas dava-lhe mesmo muito). Depois de apreciar esse belo espectáculo lá fui em direcção ao palco principal para testemunhar a única razão porque me encontrava naquele festival-> Metallica. Tudo bem que esta foi a terceira vez que os vi ao vivo e até só fui porque arranjei bilhete à pala, mas não deixa de ser uma coisa boa! Quanto ao concerto, o máximo que posso dizer é que satisfez. Não foi de maneira alguma mau, mas tendo em conta que a setlist e até o espectáculo em si foi basicamente igual a qualquer uma das outras vezes, já não dá a mesma pica... Em baixo encontram-se fotos do concerto tiradas mais uma vez com o meu telemóvel.Para mim, um ponto alto do concerto foi quando tocaram a cover "Last Caress" dos Misfits e a "So What?" dos Anti-Nowhere Leage, músicas de que gosto muito. Tenho a confessar que acho mesmo imensa piada à veia mais punk dos Metallica que de vez em quando se manisfesta em músicas como estas.
De resto, a banda apresentou-se na mesma boa forma de sempre, quase nem se notando o peso da idade. A verdade é que os seus concertos são sempre grandes em todos os sentidos, desde a música em si aos efeitos especiais e à presença em palco. Como tal, são uma banda que se dá extremamente bem com uma audiência tão grande como a do Rock In Rio e nem consigo imaginar como é que seria vê-los num local mais intimista, tipo o Coliseu dos Recreios ou a Aula Magna!

Assim se passou mais um concerto, este sem grande coisa a ser dita mas mesmo assim uma experiência positiva. A seguir fica um videozinho (ênfase no -inho porque é mesmo pequeno) da música "Nothing Else Matters".

P.S.- Nestes próximos dias (agora que finalmente estou de férias) espero por em dia os concertos que me faltam (3 dias de Alive e Lou Reed).

Thursday, May 29, 2008

Cat Power @ CR (26/05/08)

Comecemos pelo princípio: logo ao entrar no coliseu, na parte em que era suposto seguir o homenzinho que me ia mostrar onde era o meu lugar (sim, porque eram lugares marcados, pelo menos na plateia), tropecei. Nada de outro mundo, só mesmo embaraçoso, acho que quase ninguém viu o incidente sequer, mas é sempre uma boa maneira de começar a coisa... Felizmente, depois disto, a coisa correu melhor. Quer dizer, pelo menos depois de começar Cat Power porque antes disso ainda tive que levar com a banda de apoio cujo nome não sei mas consistia numa rapariga francesa a cantar e um gajo na parte instrumental. Eu pelo menos não achei piada nenhuma aquilo, aquela confusão de electro-pop meio em inglês, meio em francês (foto em baixo).Contudo, a salvação não tardou! Pouco depois das 22h0 lá chegou aquela grande senhora e esta certamente não desiludiu. Aquilo que me marcou mais foi mesmo a sua voz- sempre achei que cantava bem mas segunda a noite soou bem melhor que em qualquer gravação que já ouvi dela. Segui-se mais de hora e meia de grande música e eu adorei, do princípio ao fim.
Contudo, uma coisa curiosa foi a quantidade de cotas que estavam lá. Até vi uns quantos homens de fato e garavata! Não que achasse que fosse ser só punks ou coisa do género mas mesmo assim surpreendeu-me a quantidade de fans para cima dos 35 anos. Outra surpresa foi o facto de tantas pessoas estarem tão paradas. Tudo bem que os lugares eram sentados e não é música lá muito mexida mas também podia-se ter visto um mexer dos pés ou agitar das cabeças. Nada, excepto uma certa apatia enervante, mas também não faz mal, eu pelo menos gostei e sei de mais gente que partilha da minha opnião. =)
A próxima foto é de quando ela desceu à plateia no fim e cantou ao pé do público (e sim, eu tenho noção que não se percebe praticamente nada mas azar:P) e a outra é do princípio do concerto e está bem mais decente, assim como a de cima.

Fiquemos por aqui, até à próxima vez, Metallica no Rock In Rio!

Wednesday, May 28, 2008

Editors @ CP (02/04/08)

Bem, já lá vão quase 2 meses desde o concerto, já devia ter feito isto à um bocado. Mas não fez mal, vamos mas é ao que interessa:
O concerto foi giro, embora Editors não seja bem a minha cena. Verdade seja dita, só fui mesmo porque arranjei bilhete à pala mas posso dizer que me soube mesmo bem ir ao concerto. Não sei porquê, estava cheia de energia para gastar e aquele foi mesmo o sítio ideal para o fazer. Música alta e montes de gente aos saltos (incluindo adolescentes histericas pelo vocalista)- mesmo aquilo de que precisava (embora dispensasse a parte do grupo de putos do norte que estavam ao meu lado e não paravam de falar aos berros com aquele sotaque mesmo cerrado).
Quanto à banda, foi basicamente aquilo de que estava a espera: energética e cativante (em pequenas mas eficazes doses). Já a banda de apoio (Mobius Band) não cheguei a tempo para ver como deve ser mas saquei um ep do site deles que é engraçado. Também foi simpático da parte deles terem ficado ao pé da banca do merchandising a assinar bilhetes e cds (que estavam a tentar vender) ao pessoal. Assinaram o meu bilhete e ainda lhes perguntei se o nome da banda vinha de algum deles ter uma ligação à matemática (sim, pergunta nerd mas tendo eu uma ligação à matemática não consegui evitá-lo) mas a resposta foi negativa.
Passemos às fotos (como sempre, tiradas com o telemóvel portanto a qualidade não é propriamente fantástica):
Entretanto o "próximo" concerto já foi: Cat Power ontem no coliseu. Esperemos que desta não demore 2 meses a escrever aqui:P